sábado, 25 de outubro de 2008

Mulher


Mulher sei que sou,
Estou vivendo o que sempre vivi
E não sabia.
Mulher anjo, não menina,
Mulher divina,
Pele nua.
Quando queres sou tua,
Quando não, sou minha.
Me abraço em meus braços,
Durmo em meu cansaço
Sonho e relaxo,
Mesmo sentindo solidão.
Jane Luiz Gomes
*Todos os direitos reservados

Violetas


Poeta menino que canta,
Paisagens, rimas e letras,
Deleite para os amantes
As pétalas de violetas
Violetas

Violetas que tanto amor
Flores de sublime beleza.
Reflete o azul do céu
Com intensa delicadeza
Violetas

Violetas que tanto desejo
Sempre ao teu lado estar
Sentir suas pétalas macias
O meu corpo acariciar.
Violetas

Violetas que escutam
A voz do meu coração
Permita-me viver um sonho,
E neste sonho uma paixão.
Jane Luiz Gomes
*Todos os direitos reservados

Delicadeza


Na delicadeza de um beijo
Pude viver a beleza de um amor
Caminhei entre as mais belas paisagens
Senti o calor do teu corpo
Ouvi as mais belas músicas
Conheci a verdadeira poesia,
E deliciei-me com tudo.
Eu, antes menina, antes moças
Hoje sinto-me mulher.
O meu querer, os meus desejos,
Meus sonhos e minhas verdades,
Antes tão inocente, hoje
Tão imenso, tão profundo
Em meio aos meus sentimentos,
Escuto um grito silencioso,
Por alguns instantes paro!
E vejo-me vendo a vida,
Como antes não podia ver!
Em mim, vejo uma mulher.
Uma mulher que deseja,
Que sente, que ama.
Que simplesmente ama!
Jane Luiz Gomes
*Todos os direitos reservados

terça-feira, 14 de outubro de 2008

Flor e Colibri


A saliva amarga de uma flor
Fere o colibri
Que chora entre as folhasSecas caídas no chão
O vento sussurra palavras frias,Sem amor.
O desejo se perde entre
Tempestades de sonhos
Em noites sem estrelas,
A alma triste vaga,
A solidão a encontra entre pessoas,
Sorrisos e vozes alheias.
O fio de esperança acabou
Perdeu-se o entusiasmo
O castelo era imaginário
Os cenários e os palcos foram inventados.
Os beijos, os beijos deixados.
O amor, o amor foi esquecido.
Em luzes brandasE ruas invisíveis
Da flor sobraram pétalas secas
Sem perfume, sem amor,
Sem delicadeza.
Do colibri restou uma lágrima
Simplesmente uma lágrima.

Jane Luiz Gomes

*Todos os direitos reservados

Artes Plásticas: O misticismo Poético


O místico é poesia,
Em cada traço, o brilho uma elegância,
Nas mãos, a sincronia dos movimentos,
O ápice é o mágico, a leveza!
O belo explode!
Explode e viaja,
Viaja,nos anéis de saturno
Viaja pela delicadeza da alma,
Perfuma a essência,
Dança com as borboletas
E sutilmente provoca, provoca.
O que prefiro chamar,
Chamar sensualidade envolvente
E entre brumas em silêncio
Canta e encanta,
Faz amor, mistura cores,
Lambuza a gente!
Imaginação?
O eu, o seu, a mente!
Deságua nos córregos da vida,
Da sentido o que se imagina,
Imagina ser, querer,
Viver e sonhar viver!
Flores e flores, violetas orquídeas
E entre linhas anônimas uma vida!
Faz ver, sentir, enxergar,
E assim, eu, simplesmente eu!
Sinto orgasmo,
Em sentir os mistérios,
Mistérios da vida!
Mistérios da gente,
Nos passos sem rastos,
Uma imaginação cria!
Desenha a alma,
A alma da gente!!!


Jane Luiz Gomes

*Todos os direitos reservados

Amada Pátria Desamada


Amada pátria desamada
Hoje tua alma grita,
Grita de vergonha
De vergonha teu peito sangra.
Abrem-se os paletós,
Brilham escandalosamente
Colarinhos brancos.
O teatro do congresso orgulhosamente
Apresenta os espetáculos:
Câncer da nação,
A fome e a seca do nordeste
O descaso com a segurança e a saúde pública
E o naufrágio da educação.
Em cartaz há décadas,
Sucesso garantido,
De quatro em quatro anos
Mudam apenas os protagonistas,
Trocam-se os papeis,
O espetáculo procede.
Os coadjuvantes passaram
A ser atores principais,
Ganharam experiências,
Os figurantes tomaram gosto
Pelo podre da lama,
Logo deram seus primeiros passos,
Rumo a corrupção e a hipocrisia social.
Enfim o espetáculo é sem fim,
Perderam-se as rédeas,
Perdeu-se o controle,
O leme já não existe mais,
Estamos escandalosamente
À deriva.
E assim, a pátria amada é desamada,
Caminha a luz de vela
A cada dia que passa vai perdendo sua identidade,
Sua democracia,
Afunda num poço sem fundo,
E afoga-se nas lágrimas da esperança,
Que silenciosamente grita,
Suplica para que não percamos a fé
A fé de lutar,
Em busca do respeito e da dignidade
De uma sociedade mais justa
Igualitária e feliz.


Jane Luiz Gomes

[*Todos os direitos reservados ao autor]

segunda-feira, 13 de outubro de 2008

Uma lágrima de alma


Transformo minhas lágrimas em poesia
Para não molhar meu rosto
E denunciar a dor de minha’alma.

Hoje não sei quem sou,
Prefiro fugir, engolir minhas lágrimas.
Jane Luiz Gomes

*Todos os direitos reservados ao autor

O eu de mim


Se a vida fosse uma ilusão,
Eu rasgaria todas as poesias que já escrevi.
Porque não valeria a pena registrar todos
Os sentimentos de minh’alma.

Se acredito no que vivo, então escrevo.
Escrevo todos os meus amores,
Todas as minhas dores,
Minhas cores, minhas paixões,
Desejos e desilusões.
Escrevo minha vida,
Com sua vida,
Escrevo nossa vida.
Numa vida vivida a sós,
Por nós.
Jane Luiz Gomes

*Todos os direitos reservados ao autor

domingo, 5 de outubro de 2008

Brincar de viver




A vida brinca comigo,
E eu não sei!
Não sei se vivo,
Ou se brinco,
Se brinco com a vida,
Espalho sorrisos.
Se a vida brinca comigo.
Espalho lágrimas.
Brincar não combina com viver,
Mas vivendo pode-se brincar.
Então, vamos abraçar a vida.
Vamos viver cada instante.
Como se fosse o último.


Jane Luiz Gomes

*Todos os direitos reservados ao autor

domingo, 21 de setembro de 2008

Razão de Viver




Quero perder-me na decepção que hoje sinto e vivo.
Quero dissolver-me no silêncio
Que traiu-me na obscuridade da atração.
Que aquecia a madrugada fria e injusta.
Quero que minha vida hoje seja esquecida,
Mas o gosto amargo,
Embriaga-me a todo instante.
Quero beber o ácido da minha tristeza.
E asfixiar-me na angústia de meus sentimentos.
Ah! Como essa vida é ingrata.
Como um passe de mágica deixou-me órfã.
Chorei por cada beijo dado,
Cada toque sentido,
Cada sussurro e gemidos abafados.
Ah! Como está sangrando minha’alma.
Feri-me nos espinhos das minhas flores,
As quais imaginei que jamais machucar-me-iam.
O que mais me dói,
É o amor que sinto,
É saber que a flor que me ensinou a amar,
Fazer amor,
Hoje me fez chorar, sangrar.
Está ensinando-me na prática a sentir dor.
Dor que sinto a cada segundo dessa vida,
Que perdeu a razão,
Razão de viver!

Jane Luiz Gomes

*Todos os direitos reservados ao autor

Mulher

Mulher sei que sou,
Estou vivendo o que sempre vivi
E não sabia.
Mulher anjo, não menina,
Mulher divina,
Pele nua.
Quando queres sou tua,
Quando não, sou minha.
Me abraço em meus braços,
Durmo em meu cansaço
Sonho e relaxo.
Mesmo sentindo solidão.



Jane Luiz Gomes

* Todos os direitos reservados ao autor.

Viva!

No palco da vida cante, encante,
Deixa a emoção rolar
Invente cenários,
Seja você
Seja eu, viva, beije, seja alma
Ame, ame a vida, deseje
Sonhe, pois os sonhos vivem
Abrace, deixe se abraçar
Sinta o calor de um corpo
Ouça o grito silencioso da alma
E, viva, viva o amor
Viva o beijo, viva o desejo
E deixem falar
Sorria, dê bom dia
Se for preciso, chore, implore
Mas, mas viva
Viva a música, viva a melodia
Feche os olhos e viaje,
Viaje na canção, na imaginação
Viaje no tempo, no vento
Viaje no desejo, e banhe-se na saliva de um beijo
Beije e deixe se beijar
Mas ame, simplesmente ame
Seja luz, seja brilho
Seja calor, aqueça
Seja um anjo, seja uma flor
Seja você, simplesmente você.
E Viva!

Jane Luiz Gomes

*Todos os direitos reservados