
A saliva amarga de uma flor
Fere o colibri
Que chora entre as folhasSecas caídas no chão
O vento sussurra palavras frias,Sem amor.
O desejo se perde entre
Tempestades de sonhos
Em noites sem estrelas,
A alma triste vaga,
A solidão a encontra entre pessoas,
Sorrisos e vozes alheias.
O fio de esperança acabou
Perdeu-se o entusiasmo
O castelo era imaginário
Os cenários e os palcos foram inventados.
Os beijos, os beijos deixados.
O amor, o amor foi esquecido.
Em luzes brandasE ruas invisíveis
Da flor sobraram pétalas secas
Sem perfume, sem amor,
Sem delicadeza.
Do colibri restou uma lágrima
Simplesmente uma lágrima.
Jane Luiz Gomes
*Todos os direitos reservados
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